• Diante de crise financeira, hospitais filantrópicos recebem alívio financeiro do governo • Crise da Unimed-Rio revela falhas estruturais da saúde suplementar no Brasil • E MAIS: EUA e ebola na RDC; resultados da polilaminina; propaganda de remédios; "análise facial" e pressão estética
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• Diante de crise financeira, hospitais filantrópicos recebem alívio financeiro do governo • Crise da Unimed-Rio revela falhas estruturais da saúde suplementar no Brasil • E MAIS: EUA e ebola na RDC; resultados da polilaminina; propaganda de remédios; “análise facial” e pressão estética
Publicado 07/08/2026 às 18:10 - Atualizado 09/08/2026 às 23:19
Diogo Moreira A2FOTOGRAFIADe segunda a sexta, às 7h, as principais notícias de Saúde em seu email
O governo ofereceu uma forma de alívio financeiros às Santas Casas e hospitais filantrópicos, entidades privadas que atendem usuários do SUS mas sofrem grandes dificuldades orçamentárias. Com a sanção do Projeto de Lei 2.465/26, nesse início de agosto, foi prorrogado até 2030 o prazo para que essas unidades de saúde recorram a empréstimos da Caixa com recursos do FGTS.
Trata-se do Programa Caixa Hospitais FGTS, uma linha de crédito que havia sido interrompida em 2022. Naquele período, concedeu R$ 3 bilhões de empréstimos para cerca de 140 hospitais. Segundo o governo, ao aderirem a esse programa, as entidades podem conseguir redução de encargos financeiros de 18% para 12% ao ano.
O setor passa por uma crise financeira há anos, que em parte pode começar a ser reduzida após o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025, que oferece a possibilidade da troca da dívida por prestação de serviços ao SUS. No ano passado, o setor filantrópico realizou 1,8 milhão das 14,9 milhões de cirurgias eletivas feitas pelo SUS.
A crise da Unimed-Rio – e da saúde privadaUm artigo publicado no site The Conversation parte de uma história pessoal para refletir sobre como foi possível que a cooperativa de médicos que constituía a rede Unimed no Rio de Janeiro passasse primeiro a um império e em seguida à ruína. O grupo ficou tão grande que construiu seu próprio hospital na Barra da Tijuca e chegou a comprar direitos de jogadores de futebol. Até 2024, quando a maré virou e a cooperativa foi afundando e levando até a Unimed Ferj, federação estadual.
Segundo as reflexões dos autores, a crise da Unimed no Rio expõe duas falhas estruturais da regulação da saúde suplementar no Brasil. A primeira é a ausência de freios ao crescimento descontrolado das cooperativas médicas, que se diversificam em negócios fora de sua atividade-fim e acumulam dívidas bilionárias. Em segundo lugar, a fragmentação da responsabilidade jurídica entre centenas de cooperativas autônomas, que deixa o consumidor sem saber a quem cobrar quando o atendimento é travado por hospitais vinculados a cooperativas em colapso financeiro.
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• EUA e o ebola na RDC
Após críticas pela ação dos Estados Unidos em relação ao atual surto de ebola, o governo decidiu destinar mais 242 milhões de dólares para a República Democrática do Congo, para conter a crise. Na epidemia atual, já foram registrados 3.874 casos, incluindo 1.751 mortes. Saiba mais
• Resultados da polilaminina
O estudo piloto da polilaminina em oito pacientes com lesão medular grave, publicado na revista Spinal Cord, confirmou a segurança da substância, com melhora clínica em seis voluntários. Mas os resultados não permitem conclusões definitivas sobre sua eficácia, e agora são necessários estudos clínicos controlados. Veja os detalhes
• Propaganda de remédios
A Anvisa aprovou a abertura de um processo para revisar as normas de publicidade de medicamentos e alimentos, vigentes há mais de 15 anos, com o objetivo de rever a regulação diante das mudanças no ambiente digital. Entenda por quê
• “Análise facial” e pressão estética
Serviços de “análise facial”, que prometem recomendações “baseadas na ciência” para melhorar a aparência de mulheres, estão lucrando com inseguranças corporais ao oferecer relatórios detalhados com sugestões de procedimentos estéticos caros. Leia reportagem sobre o tema
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